Incrementar a diversidade é promover a igualdade de chances para que todos possam desenvolver seus potenciais. No caso das pessoas com deficiência, devemos começar garantindo-lhes o direito de acesso aos bens da sociedade –educação, saúde, trabalho, remuneração digna etc.
“Reconhecer o outro como legítimo outro nos meus espaços de convivência”.
Nosso Trabalho
Atuamos como facilitadores na criação de contextos de autonomia para o sistema.
O foco do trabalho desenvolvido por nós, nas empresas, não está nos déficits ou nas limitações do colaborador (em todos os níveis), mas em criar, com a sua participação, contextos onde possa render mais e estar mais satisfeito, visualizando a empresa inserida na sociedade, no ecossistema.
A nossa preocupação será de criar contextos de co-participação, em que todos os envolvidos possam co-construir soluções viáveis e satisfatórias, assumindo todas suas responsabilidades, com o conseqüente desenvolvimento da autonomia.
Em vez de especialistas em conteúdos ou em estratégias para soluções de problemas, atuamos como “facilitadores” na criação de contextos de autonomia para o sistema. A ciência tradicional ensinou-nos a diagnosticar, rotular o outro, a não só culpá-lo pelas dificuldades, como responsabilizá-lo pela mudança. Uma das regras fundamentais para o pensamento sistêmico é não usar o verbo ser. Mudando nossa forma de falar, muda a realidade que se constitui, que fazemos aflorar.O problema está nas relações, não apenas em possíveis características pessoais de um indivíduo.
Através da arte, conversas, dinâmicas, palestras, entrevistas , mediações e treinamentos ; dentro de uma abordagem sistêmica e psicodramatica ,favorecemos o entrosamento, as competências e o rendimento da equipe que inclui pessoas com deficiência.
O alcance do nosso trabalho abrange desde a contratação até a adaptação e autonômia do portador de deficiência com sua equipe.
Questões externas que indiretamente possam impossibilitar o portador a exercer suas funções (ex: família, meio de transporte, falta de rede social etc), também fazem parte do trabalho.
“Sistemas baseados em problemas, funcionam freqüentemente como sistemas que mantêm os problemas, apesar de suas melhores intenções.”
“ Ao falar, construímos realidades.”
Objetivos .
- Estimular os colaboradores a usar sua criatividade e a construir o seu presente e o seu futuro, a partir de seus próprios recursos, apoiando-se sempre em suas competências, de forma cada vez mais autônoma.
- Favorecer o desenvolvimento do grupo, ampliando situações de interação, tornando possível a comunicação entre as diferentes formas do saber.
- Redescobrir e reforçar a confiança em cada colaborador, diante de sua capacidade criadora, reforçando a auto-estima individual e coletiva.
- Tornar os colaboradores co-responsáveis na busca de soluções e superação dos desafios do cotidiano.
JUSTIFICATIVA
Acreditamos que o projeto atenda as necessidades da empresa e seus colaboradores, à medida que possibilita a busca de soluções, através de construções mais eficientes.
Favorece:
- Que o funcionário se torne parceiro da empresa, uma vez que co-participa dela.
- Que melhore a qualidade de sua produção, uma vez que se torna reconhecido.
- O trabalho em grupo, que amplia o reconhecimento dos diferentes saberes, propiciando o encontro de novas soluções.
- Mediação dos conflitos.
- Inclusão, legitimando a diversidade.
Arte como Recurso.
A Arte contribui de modo relevante para a formação do sujeito, assegurando o espaço sistematizado de construção do conhecimento.
É na articulação entre o Fazer, o Conhecer e o Criar que se dá a produção desse conhecimento estético-visual.
Quando uma pessoa utiliza a arte, pinta, desenha ou cria uma escultura, ela organiza espaços, define formas, compõe planos, produz... é capaz de estruturar e articular o Sentir, o Pensar e o Fazer, por meio dessa construção artística e, com isso, vai experimentando, cinestesicamente, o caminho de sua competência, caracterizada no trabalho artístico, no qual a modelagem em argila contribui como agente transformador, possibilitando o contato consigo mesma, pelas vias sensorial e emocional, desbloqueando tensões e emoções represadas.
A partir das vivências na modelagem em argila, o indivíduo entra em contato com dificuldades diante do material, diante do inesperado e vai à busca de possibilidades que tragam equilíbrio e harmonia, num movimento de constante superação.
Pensamos em um trabalho que levasse o colaborador a aprofundar-se na busca de competências para a resolução de problemas e que todos os envolvidos pudessem contribuir para novas soluções e construí-las.
“Quando construo junto, sinto-me parte do sistema, comprometo-me, responsabilizo-me e aqui se dá toda a diferença do velho para o novo paradigma.”
O novo paradigma pode ser chamado de uma visão holística de mundo, que é concebido como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode, também, ser denominado de visão ecológica, se o termo “ecologia” for empregado num sentido muito mais amplo, mais profundo que o usual. A percepção profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato é que, como indivíduos e sociedade, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos).
Neste fim do século, a perda de valores e referências é geral. E segue aumentando o número de pessoas que não se encontram mais em si mesmas. A sensação de desordem permeia as relações, o trabalho, a arte, a vida. Na busca de realização, fórmulas milagrosas prometem satisfação rápida e fácil. Mas, essas curas do tipo fast-food – instantâneas e efêmeras – agem apenas na superfície: tirando-se a camada externa, o que sobra, muitas vezes, é o caos. Entender as coisas sistemicamente significa, literalmente, colocá-las dentro de um contexto, estabelecer a natureza de suas relações.
Através da arte, acreditamos recuperar o todo: que é mais que a soma de suas partes.
“... a arte dispõe de um estoque universal de signos.”
Nosso contato inicial será através de reuniões com o setor responsável quando, a partir de conversas, buscaremos propostas com o objetivo de estabelecer ações eficientes e viáveis que atendam às necessidade do cliente.
Usaremos como recurso, o diálogo e a arte, para identificar e descrever novas possibilidades que irão surgindo no processo.
A modelagem em argila será utilizada como recurso em :
· Construções livres.
· Construções de vasos/técnica e significado simbólico.
· Construção da figura humana (de acordo com o tempo disponibilizado).
“Se viver é participar em diálogo” será criado um contexto que compreenda as conversações externas entre os participantes com as conversações internas dentro de cada um, e o resultado é a possibilidade de expressão do ainda não dito.
O que distingue o homem de outros animais é sua capacidade de simbolizar e, conseqüentemente, de produzir arte, cultura, e assim deixar suas marcas.
A arte dispõe de um estoque universal de signos e através do intercâmbio entre eles resulta a mobilização da memória coletiva da humanidade.
Fazer arte é também poder usar curiosidade com prazer de conquista, na qual os sentidos, despertos, vão sendo aceitos como bilhete de entrada para construção de histórias.
Fazer arte é poder ser guardião das fronteiras de um reino situado além da sociedade, é poder transportar a matéria prima terrena a um estado novo só acessível à experiência sensorial, revelando sempre outra realidade, outras possibilidades.

A Arte existe fora da causalidade, por essa razão pode sempre criar em cima do já criado e perceber um território livre de dominação: um mundo da parada reflexiva, do vir a ser. Podemos ousar, mexer, brincar, sofrer, modificar, criar de novo. Podemos lembrar da desumanidade numa atitude de completa humanidade. E assim, terminar esse trabalho, cúmplices dessa mesma história!
Considerções finais.
Portanto, acreditamos que esse trabalho possa ajudar na obtenção de resultados mais satisfatórios tanto para o colaborador como para a empresa .
Na nossa experiência ,com grupos de portadores de deficiência, toda vez que o foco é colocado nas competências verificamos a manutenção de um resultado positivo para ambos.
Agradecemos a disponibilidade e atenção das empresas que nos tem recebido e esperamos pela possibilidade de sermos parceiros nessa jornada de sucesso na inclusão.
Acreditamos poder contribuir para o rompimento não só das barreiras físicas como também as barreiras atitudinais entre os homens.
“As diferenças não podem ser maiores que os afetos.”
Referências :
· Andersen, Tom. A linguagem não é Inocente. In: Revista Nova Perspectiva Sistêmica, n 23. Rio de Janeiro: Instituto Terapia Familiar, Fevereiro, 2004.
_________ Processos Reflexivos. Rio de Janeiro: Noos, 2002.
· Aun JG, Vasconcelos MJ, Coelho. Atendimento Sistêmico de Famílias e Redes Sociais. Belo Horizonte: Ofhicina de Arte & Prosa, 2005.
· Boog, Gustavo, Boog, Madalena. Manual de Treinamento e Desenvolvimento - Gestão e Estratégias. São Paulo: Pearson, 2006.
· Capra F. A Teia da Vida. Uma nova Compreensão Cientifica dos Sistemas Vivos.São Paulo: Cultrix, 1997.
· Cruz, Helena M. Terapia Sistêmica: Um Novo Movimento Social? Porto Alegre: Artimed, 2003.
· Fisher Robert. O Cavaleiro Preso Na Armadura. São Paulo: Record, 2005.
· Freire Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2005.
· Grandesso, Marilene A. Sobre a Reconstrução do Significado. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.
· Maturana, Humberto R. A Árvore do conhecimento – As bases biológicas do entendimento humano. Campinas. Editorial PSY, 1995.
· Morin, Edgar.Inteligência da Complexidade, a Epistemologia da Complexidade. São Paulo: Peirópolis, 2000.
· Schnitman, Dora Fried. Novos Paradigmas Cultura e Subjetividade. Porto Alegre: Artmed, 1997.
· Steiner, Rudolf. A arte da Educação. vol II. São Paulo: Antroposófica, 2003.

