sábado, 8 de março de 2008

O Projeto

Inclusão, faz parte da responsabilidade social empresarial .


Incrementar a diversidade é promover a igualdade de chances para que todos possam desenvolver seus potenciais. No caso das pessoas com deficiência, devemos começar garantindo-lhes o direito de acesso aos bens da sociedade –educação, saúde, trabalho, remuneração digna etc.

Quanto à inclusão no mercado de trabalho, é necessário assegurar as condições de interação das pessoas portadoras de deficiência com os demais funcionários da empresa e com todos os parceiros e clientes com os quais lhes caiba manter relacionamento.

A empresa boa para os trabalhadores com deficiência será boa para todos os trabalhadores.
Uma sociedade com empresas boas para as pessoas com deficiência será uma sociedade saudável, pois terá respeito pelos seres humanos e pelas suas diferenças
Pensando em fazer a nossa parte olhando para aquilo que acreditamos que temos como competência e queremos colocar a serviço dos outros, nasce o projeto João de Barro.

Seligman (1975) chama de falta de “esperança aprendida” esse processo desmoralizante, que é derivado da experiência de que nossas ações não têm efeito. Um enfoque sistêmico consiste em desenvolver histórias que incorporem esperança, que gerem um feedback de autoria, que sublinhem as capacidades e a eficiência potencial daqueles com quem vamos trabalhar (colaboradores).



Reconhecer o outro como legítimo outro nos meus espaços de convivência”.




Nosso Trabalho


Atuamos como facilitadores na criação de contextos de autonomia para o sistema.


O foco do trabalho desenvolvido por nós, nas empresas, não está nos déficits ou nas limitações do colaborador (em todos os níveis), mas em criar, com a sua participação, contextos onde possa render mais e estar mais satisfeito, visualizando a empresa inserida na sociedade, no ecossistema.


A nossa preocupação será de criar contextos de co-participação, em que todos os envolvidos possam co-construir soluções viáveis e satisfatórias, assumindo todas suas responsabilidades, com o conseqüente desenvolvimento da autonomia.


Em vez de especialistas em conteúdos ou em estratégias para soluções de problemas, atuamos como “facilitadores” na criação de contextos de autonomia para o sistema. A ciência tradicional ensinou-nos a diagnosticar, rotular o outro, a não só culpá-lo pelas dificuldades, como responsabilizá-lo pela mudança. Uma das regras fundamentais para o pensamento sistêmico é não usar o verbo ser. Mudando nossa forma de falar, muda a realidade que se constitui, que fazemos aflorar.O problema está nas relações, não apenas em possíveis características pessoais de um indivíduo.

Através da arte, conversas, dinâmicas, palestras, entrevistas , mediações e treinamentos ; dentro de uma abordagem sistêmica e psicodramatica ,favorecemos o entrosamento, as competências e o rendimento da equipe que inclui pessoas com deficiência.
O alcance do nosso trabalho abrange desde a contratação até a adaptação e autonômia do portador de deficiência com sua equipe.
Questões externas que indiretamente possam impossibilitar o portador a exercer suas funções (ex: família, meio de transporte, falta de rede social etc), também fazem parte do trabalho.

“Sistemas baseados em problemas, funcionam freqüentemente como sistemas que mantêm os problemas, apesar de suas melhores intenções.”




“ Ao falar, construímos realidades.”



Objetivos .





  • Estimular os colaboradores a usar sua criatividade e a construir o seu presente e o seu futuro, a partir de seus próprios recursos, apoiando-se sempre em suas competências, de forma cada vez mais autônoma.

  • Favorecer o desenvolvimento do grupo, ampliando situações de interação, tornando possível a comunicação entre as diferentes formas do saber.

  • Redescobrir e reforçar a confiança em cada colaborador, diante de sua capacidade criadora, reforçando a auto-estima individual e coletiva.

  • Tornar os colaboradores co-responsáveis na busca de soluções e superação dos desafios do cotidiano.






JUSTIFICATIVA

Acreditamos que o projeto atenda as necessidades da empresa e seus colaboradores, à medida que possibilita a busca de soluções, através de construções mais eficientes.
Favorece:

  • Que o funcionário se torne parceiro da empresa, uma vez que co-participa dela.

  • Que melhore a qualidade de sua produção, uma vez que se torna reconhecido.

  • O trabalho em grupo, que amplia o reconhecimento dos diferentes saberes, propiciando o encontro de novas soluções.

  • Mediação dos conflitos.

  • Inclusão, legitimando a diversidade.

Arte como Recurso.

A Arte contribui de modo relevante para a formação do sujeito, assegurando o espaço sistematizado de construção do conhecimento.
É na articulação entre o Fazer, o Conhecer e o Criar que se dá a produção desse conhecimento estético-visual.
Quando uma pessoa utiliza a arte, pinta, desenha ou cria uma escultura, ela organiza espaços, define formas, compõe planos, produz... é capaz de estruturar e articular o Sentir, o Pensar e o Fazer, por meio dessa construção artística e, com isso, vai experimentando, cinestesicamente, o caminho de sua competência, caracterizada no trabalho artístico, no qual a modelagem em argila contribui como agente transformador, possibilitando o contato consigo mesma, pelas vias sensorial e emocional, desbloqueando tensões e emoções represadas.
A partir das vivências na modelagem em argila, o indivíduo entra em contato com dificuldades diante do material, diante do inesperado e vai à busca de possibilidades que tragam equilíbrio e harmonia, num movimento de constante superação.
Pensamos em um trabalho que levasse o colaborador a aprofundar-se na busca de competências para a resolução de problemas e que todos os envolvidos pudessem contribuir para novas soluções e construí-las.
“Quando construo junto, sinto-me parte do sistema, comprometo-me, responsabilizo-me e aqui se dá toda a diferença do velho para o novo paradigma.”
O novo paradigma pode ser chamado de uma visão holística de mundo, que é concebido como um todo integrado, e não como uma coleção de partes dissociadas. Pode, também, ser denominado de visão ecológica, se o termo “ecologia” for empregado num sentido muito mais amplo, mais profundo que o usual. A percepção profunda reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, e o fato é que, como indivíduos e sociedade, estamos todos encaixados nos processos cíclicos da natureza (e, em última análise, somos dependentes desses processos).
Neste fim do século, a perda de valores e referências é geral. E segue aumentando o número de pessoas que não se encontram mais em si mesmas. A sensação de desordem permeia as relações, o trabalho, a arte, a vida. Na busca de realização, fórmulas milagrosas prometem satisfação rápida e fácil. Mas, essas curas do tipo fast-food – instantâneas e efêmeras – agem apenas na superfície: tirando-se a camada externa, o que sobra, muitas vezes, é o caos. Entender as coisas sistemicamente significa, literalmente, colocá-las dentro de um contexto, estabelecer a natureza de suas relações.
Através da arte, acreditamos recuperar o todo: que é mais que a soma de suas partes.





“... a arte dispõe de um estoque universal de signos.”



Nosso contato inicial será através de reuniões com o setor responsável quando, a partir de conversas, buscaremos propostas com o objetivo de estabelecer ações eficientes e viáveis que atendam às necessidade do cliente.
Usaremos como recurso, o diálogo e a arte, para identificar e descrever novas possibilidades que irão surgindo no processo.



A modelagem em argila será utilizada como recurso em :
· Construções livres.
· Construções de vasos/técnica e significado simbólico.
· Construção da figura humana (de acordo com o tempo disponibilizado).



“Se viver é participar em diálogo” será criado um contexto que compreenda as conversações externas entre os participantes com as conversações internas dentro de cada um, e o resultado é a possibilidade de expressão do ainda não dito.
O que distingue o homem de outros animais é sua capacidade de simbolizar e, conseqüentemente, de produzir arte, cultura, e assim deixar suas marcas.
A arte dispõe de um estoque universal de signos e através do intercâmbio entre eles resulta a mobilização da memória coletiva da humanidade.
Fazer arte é também poder usar curiosidade com prazer de conquista, na qual os sentidos, despertos, vão sendo aceitos como bilhete de entrada para construção de histórias.
Fazer arte é poder ser guardião das fronteiras de um reino situado além da sociedade, é poder transportar a matéria prima terrena a um estado novo só acessível à experiência sensorial, revelando sempre outra realidade, outras possibilidades.


A Arte existe fora da causalidade, por essa razão pode sempre criar em cima do já criado e perceber um território livre de dominação: um mundo da parada reflexiva, do vir a ser. Podemos ousar, mexer, brincar, sofrer, modificar, criar de novo. Podemos lembrar da desumanidade numa atitude de completa humanidade. E assim, terminar esse trabalho, cúmplices dessa mesma história!



Considerções finais.

Portanto, acreditamos que esse trabalho possa ajudar na obtenção de resultados mais satisfatórios tanto para o colaborador como para a empresa .
Na nossa experiência ,com grupos de portadores de deficiência, toda vez que o foco é colocado nas competências verificamos a manutenção de um resultado positivo para ambos.
Agradecemos a disponibilidade e atenção das empresas que nos tem recebido e esperamos pela possibilidade de sermos parceiros nessa jornada de sucesso na inclusão.
Acreditamos poder contribuir para o rompimento não só das barreiras físicas como também as barreiras atitudinais entre os homens.

“As diferenças não podem ser maiores que os afetos.”



Referências :
· Andersen, Tom. A linguagem não é Inocente. In: Revista Nova Perspectiva Sistêmica, n 23. Rio de Janeiro: Instituto Terapia Familiar, Fevereiro, 2004.
_________ Processos Reflexivos. Rio de Janeiro: Noos, 2002.
· Aun JG, Vasconcelos MJ, Coelho. Atendimento Sistêmico de Famílias e Redes Sociais. Belo Horizonte: Ofhicina de Arte & Prosa, 2005.
· Boog, Gustavo, Boog, Madalena. Manual de Treinamento e Desenvolvimento - Gestão e Estratégias. São Paulo: Pearson, 2006.
· Capra F. A Teia da Vida. Uma nova Compreensão Cientifica dos Sistemas Vivos.São Paulo: Cultrix, 1997.
· Cruz, Helena M. Terapia Sistêmica: Um Novo Movimento Social? Porto Alegre: Artimed, 2003.
· Fisher Robert. O Cavaleiro Preso Na Armadura. São Paulo: Record, 2005.
· Freire Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2005.
· Grandesso, Marilene A. Sobre a Reconstrução do Significado. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006.
· Maturana, Humberto R. A Árvore do conhecimento – As bases biológicas do entendimento humano. Campinas. Editorial PSY, 1995.
· Morin, Edgar.Inteligência da Complexidade, a Epistemologia da Complexidade. São Paulo: Peirópolis, 2000.
· Schnitman, Dora Fried. Novos Paradigmas Cultura e Subjetividade. Porto Alegre: Artmed, 1997.
· Steiner, Rudolf. A arte da Educação. vol II. São Paulo: Antroposófica, 2003.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Coordenadoras.



CELINA TRUFFI BANDOUK


• Bacharelado e Formação em Psicologia - Faculdades Farias Brito- Guarulhos (1978).
• Pós – graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional – Instituto Pieron (2005).
• Arteterapia e uso de Recursos Artísticos no Trabalho Psicológico PUC (2005).
• Curso de atendimento sistêmico a Indivíduos, Famílias e suas Redes/Multiplicadores Reflexivos. Instituto Familiae (2006).
• Curso de Terapia Artística (2006 em curso).

Experiência profissional:
• Psicodiagnóstico individual/institucional e encaminhamentos,
• Diagnóstico Psicopedagogico.
• Trabalhos reflexivos com grupos de crianças/pais e equipe de trabalho.
• Psicoterapia crianças/adultos/grupos.
• Oficina de Artes no processo terapêutico.
• Trilha – Unidade de Integração de Desenvolvimento - atual Educadora de pessoas com Deficiência Mental.
• Ateliê Psicopedagogico :atendimento clinico em consultório : - Psicologia e Psicopedagogia -atual
• Cepec Centro Educacional Colibris - 08/2006 a 12/2006 Trabalho desenvolvido com a equipe técnica, Diretora, coordenadora, professores e auxiliares de serviços gerais usando a arte como instrumento
• Hospital Infantil Darcy Vargas - 03/2001 a 2003 Trabalhando de grupo com crianças e adolescentes diabéticos.
• Hospital das Clínicas - 02/2000 a 10/2000 Trabalho voluntário - Terapia Ocupacional na psiquiatria infantil




MARILIS TERESA CAGNA



• Graduação em Pedagogia – PUC (1978).
Psicodrama Pedagógico – Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama (prof. ª Maria Alicia Romaña -1979).
• Pós – graduação em Psicopedagogia – Faculdade São Marcos (1989).
• Mediação de Conflitos – Instituto Familiae (2003).
• Curso de atendimento sistêmico a Indivíduos, Famílias e suas Redes/Multiplicadores Reflexivos. Instituto Familiae (2005).
• Terapia Comunitária – Pólo Formador Teia Paulistana – Convênio com Universidade Federal do Ceará – MISMEC e SENAD (2006).

Experiência profissional:
• Diretora e mantenedora da Escola Trilha - Unidade de Integração do desenvolvimento, São Paulo 1989/1995.
• Diretora e mantenedora do CAT’S (Centro de Atendimento Terapêutico Social 2004).
• Membro da Diretoria da Casa do Sol – Conselheira técnica - Fênix Associação de pedagogia curativa - São Paulo 2000 até hoje.
• Consultora de projetos e cursos na área de pedagogia social ( Entidades: Casa do Sol, Casa do Zezinho).
• Supervisora de programas pedagógicos de escolas de São Paulo.
• Terapeuta - Atendimento Clinico em Psicopedagogia, Terapia familiar.
• Professora da Faculdade de Orientação Cultural e Ofícios de São Paulo na área de Artes –2004 / 2005.
•Mediadora de conflitos nos campos: familiar, comercial, institucional, comunitário – atendimento á comunidade (Oficinas comunitárias -Inama / Instituto Familiae).
• Terapeuta Comunitária – Instituto Práxis
• Elaboração, implantação e participação de Projetos:
• “Projeto vocacional” - Abordagem construcionista social / uma reflexão prática e teórica sobre o processo de escolha profissional – Escola Galileu Galilei – São Paulo.
• “Arte lugar de ser” – A arte como um caminho de inclusão – Faculdade de orientação cultural e ofícios de São Paulo.
• “Meninos do Morumbi e suas famílias” – elaboraçõa de um projeto comunitário com 1500 famílias – “práticas narrativas” com princípios baseados numa abordagem construcionista social.
• “Creche Santa Luzia” – trabalho comunitário com 120 crianças e suas famílias - APTF / Congregação de Santa Cruz.
• “Atendimento a famílias carentes” – centro de atendimento as famílias (CEAF}.
• Atendimento a Comunidade/Cocaia